NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


AGÊNCIA BRASIL


Caça Gripen da FAB comprado na Suécia chega a SC

Aeronave passa por testes antes de levantar voo

Por Vinícius Lisboa | Publicada em 22/09/2020 18:17

O primeiro avião caça F-39 Gripen, produzido na Suécia para a Força Aérea Brasileira, foi transportado na madrugada de hoje (22) por via terrestre entre o porto e o aeroporto da cidade de Navegantes, em Santa Catarina. A aeronave veio da Suécia de navio e foi desembarcada no Porto de Navegantes (SC) no domingo (20). O processo foi divulgado em vídeo pelas redes sociais da fabricante Saab.

Na madrugada de hoje, o transporte do avião percorreu trecho de pouco mais de 1,5 quilômetro. O deslocamento, de cerca de 30 minutos, se deu sob escolta de militares.

No aeroporto catarinense, a aeronave passará por verificações técnicas para alçar voo até a unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, onde os testes terão continuidade no Centro de Ensaios em Voo do Gripen (GFTC, do inglês Gripen Flight Test Center).

O Brasil recebeu o caça da Saab em uma cerimônia realizada em 10 de setembro do ano passado, na cidade de Linköping, na Suécia. O contrato assinado em 2014 pôs fim a um processo de escolha que considerou também a compra de caças de produção americana e francesa. A escolha da fabricante sueca levou em conta o programa de transferência de tecnologia, que permitirá a montagem das demais aeronaves em território brasileiro.

Ao todo, 36 caças gripen foram comprados por 39,3 bilhões de coroas suecas, valor que equivale atualmente a quase R$ 24 bilhões.

O programa de transferência de tecnologia incluiu o treinamento de mais de 350 brasileiros e a criação do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen junto à unidade da Embraer de Gavião Peixoto. No centro, engenheiros brasileiros e suecos trabalham conjuntamente para desenvolver o projeto.

PORTAL AEROFLAP


Exercício Técnico de Içamento na Água encerra com mais de 200 simulações de resgate


Por André Magalhães | Publicada em 22/09/2020 11:38

Encerrou, neste sábado (19), o Exercício Técnico (EXTEC) Içamento na Água, realizado pelo Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV) e pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), também conhecido como PARA-SAR. O adestramento buscou aprimorar e readaptar os pilotos e tripulantes em uma das modalidades de Busca e Salvamento (SAR, sigla em inglês para Search And Rescue), que é o resgate de vítimas em ambiente aquático com o içamento por meio de um guincho no helicóptero H-60L Black Hawk.

Durante dez dias de Exercício, foram realizadas 41 missões, sendo 31 horas de voo sobre o mar, e cerca de 200 simulações de resgates. No total, 50 militares foram capacitados operacionalmente, cumprindo assim 100% da adaptação e formação de tripulantes nos procedimentos de içamento duplo molhado (homem de resgate e vítima) e içamento com maca. A atividade ocorreu na Base Aérea de Santos (BAST), no litoral paulista.  

Na véspera do encerramento, sexta-feira (18), uma comitiva formada pelo Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno; acompanhado do Chefe de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Tenente-Brigadeiro do Ar João Tadeu Fiorentini; do Vice-Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso; pelo Comandante do Comando Aéreo Leste (III COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros; do Comandante da Ala 5 e Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Luiz Cláudio Macedo Santos; entre outras autoridades e convidados, visitaram as instalações onde ocorreram as atividades do EXETEC.

A comitiva recebeu um briefing sobre os resultados do adestramento. Após a apresentação, o Tenente-Brigadeiro Damasceno destacou a importância da atividade. “Tenho a certeza de que este é um marco para a BAST. É um  prazer reviver toda a história que esta Unidade teve com a Aviação de Asas Rotativas aqui”, concluiu.

O Comandante do Esquadrão Pelicano, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Machado Guimarães, também ressaltou os aspectos operacionais. “Foi um momento único pois, dessa forma, podemos empregar toda a nossa capacidade e entregar para a FAB mais operacionalidade. Isto é fundamental para a nossa pronta-resposta”, disse. 

Com Vídeos: Veja como foi a chegada do primeiro Gripen F-39 da FAB ao Brasil


Por André Magalhães | Publicada em 22/09/2020 10:28

A SAAB postou um vídeo em suas mídias sociais mostrando como foi o procedimento de retirada do primeiro Gripen F-39E brasileiro do navio cargueiro Elke (AG), que atracou no porto de Navegantes-SC, no domingo (20/9).

O caça já está no Aeroporto Ministro Victor Konder, na cidade de Navegantes-SC. O avião vai passar por alguns testes antes de realizar a primeira decolagem no Brasil, que tem como destino a unidade da Embraer em Gavião Peixoto-SP. A previsão é que o Gripen decole ainda nesta semana.

Em Gavião Peixoto, o Gripen E vai continuar os testes iniciados na Suécia, isso porque nesta cidade no interior paulista funciona um dos departamentos do Gripen no Brasil, que é coordenado pela SAAB e pela Embraer.

O segundo departamento é a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), que funciona em São Bernado do Campo-SP. Nesta unidade são produzidas algumas partes do caça, como do cone de cauda, freios aerodinâmicos, caixão das asas e etc.

O caça será apresentado oficialmente, em Brasília-DF no dia 23 de Outrubro, data comemorativa ao Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira.

O Brasil escolheu em 2013 o Gripen E/F como seu futuro vetor de defesa aérea. Ao todo serão 36 caças que começam a chegar no 2º semestre de 2021. Os F-39, sendo 28 do modelo monoposto E  e oito do modelo biposto F, ficarão sediados na ALA-2, em Anápolis-GO.

Dos 36 caças Gripen, 15 serão construídos no Brasil sob coordenação da Emmbraer e de demais empresas nacionais envolvidas com o Gripen

 

 

Gripen pelas ruas de Navegantes:

O caça foi transportado na madrugada desta terça-feira (22/9) pelas ruas de Navegantes até o aeroporto da cidade. Durante todo o percurso a aeronave foi fortemente escoltada por militares da FAB.

Marechal do Ar Eduardo Gomes é homenageado no Rio de Janeiro


Por André Magalhães | Publicada em 22/09/2020 10:14

Ocorreu nesta segunda-feira (21), na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), no Rio de Janeiro (RJ), uma solenidade militar em homenagem aos 124 anos do nascimento do Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), Marechal do Ar Eduardo Gomes. Devido às restrições impostas pela pandemia da COVID-19, o evento aconteceu de maneira reservada, e foi presidido pelo Diretor da Diretoria de Administração da Aeronáutica (DIRAD), Major-Brigadeiro Intendente Mauro Fernando Costa Marra. O preito contou com a presença de Oficiais-Generais da ativa e da reserva, e de Comandantes, Chefes e Diretores de Organizações Militares da Guarnição de Aeronáutica dos Afonsos. 

Como parte das homenagens, foi realizado hasteamento da insígnia de Marechal do Ar pelo Suboficial Especialista em Eletromecânica, Márcio Antônio Cunha de Araújo Vidal, graduado mais antigo do efetivo da Base Aérea dos Afonsos, e a aposição de flores pelo Diretor da DIRAD no busto do Marechal do Ar Eduardo Gomes. 

No pátio da formatura, estava em posição de destaque uma aeronave K-263 “Curtiss Fledgling”, parte do acervo do Museu Aeroespacial (MUSAL), que protagonizou, em 1931, o início das atividades do Correio Aéreo Militar, atualmente denominado Correio Aéreo Nacional. 

Segundo o Diretor de Administração da Aeronáutica, Major-Brigadeiro Intendente Mauro Fernandes Costa Marra, o aniversário do Patrono da Força Aérea Brasileira é um dia de grande importância. “Na própria Ordem do Dia do nosso Comandante, Brigadeiro Bermudez, foram relacionadas várias atividades dele ao longo da sua vida e como ele foi importante para o Correio Aéreo Nacional, levando integração, e isso é fundamental”, declarou o Oficial-General.

O Comandante da BAAF, Coronel Intendente Alex Franklin Pontes Silva, comentou a homenagem. “Em qualquer tempo ou circunstância, devemos sempre reverenciar a memória do Patrono da Força Aérea Brasileira por tudo que o Marechal do Ar Eduardo Gomes representa para a nossa Instituição e para o País”, finaliza.

PORTAL PODER AÉREO


VÍDEO: Conheça o novo caça da FAB – Saab JAS 39E/F Gripen


Da Redação | Publicada em 22/09/2020

O Saab JAS 39E/F Gripen é o novo caça de nova geração (NG) da Força Aérea Brasileira e da Força Aérea Sueca.

Desenvolvido pela Suécia em parceria com o Brasil, o Gripen E/F é designado F-39 na FAB.

Serão adquiridos inicialmente 36 caças pela FAB, 28 unidades da versão E monoposto e 8 da versão F biposto.

No total, mais de 350 especialistas brasileiros (engenheiros, técnicos e operadores de montagem) serão treinados na Suécia até o final do Programa de Transferência de Tecnologia, que envolve mais de 60 projetos de compensação (offset).

O Gripen E/F de nova geração possui várias melhorias em relação à versão C/D, incluindo um novo motor GE F414 mais potente, maior autonomia devido ao reposicionamento do trem de pouso principal, novo radar AESA, sensor IRST, Wide Area Display (WAD) e nova suíte de guerra eletrônica, entre outras.

PORTAL DEFESANET


Missão Maranhão: prossegue apoio às comunidades indígenas


Da Redação | Publicada em 22/09/2020 07:12

O apoio do Governo Federal às comunidades indígenas no enfrentamento à Covid-19 não para. Com destino à cidade de São Luis, no Maranhão, mais uma missão interministerial das pastas da Defesa, da Saúde e da Justiça partiu de Brasília (DF), nesta segunda-feira (21), levando militares da área de saúde das Forças Armadas, testes para a Covid-19, medicamentos e insumos.

Trata-se da segunda fase da Missão Maranhão, que vai intensificar o atendimento nas aldeias Axinguerendá e Ximborendá, do Polo Base Zé Doca; e Januária e Maçaranduba, do Polo Base Santa Inês, localizadas a cerca de 170 km do 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS), situado na capital do Estado e base da operação.

Para a missão, foram destacados profissionais de Saúde da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, oriundos de Organizações Militares do Rio de Janeiro (RJ), do Campo Grande (MS), de Brasília (DF) e do Recife (PE). São 21 militares, entre eles, clínicos gerais, pediatras, ginecologistas, infectologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Para o deslocamento da equipe até o Maranhão, foi utilizada uma aeronave C-99 da Força Aérea, que também levou 1,5 toneladas de insumos, particularmente medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPI) e insumos para os atendimentos a serem realizados na região e também para abastecer os Polos Base da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

Nessa segunda fase da missão humanitária de atendimento às comunidades indígenas no Maranhão, a intenção é assistir, durante oito dias, cerca de seis mil pessoas. Ao final, será realizada uma Ação Cívico Social (ACISO) em prol da população do município de Bom Jardim, situado na região onde estão localizados os Polos Base a serem atendidos.

Os militares ficarão baseados no 24º BIS e, por meio do apoio aéreo de helicópteros Cougar e Caracal, da Marinha e da Força Aérea respectivamente, serão transportados para as terras indígenas diariamente.

A Organização Militar, que possui a denominação histórica de Batalhão Barão de Caxias, ficará responsável por todo o suporte logístico da missão. “Fizemos a montagem de postos de triagem e de locais de atendimento. Tivemos o cuidado com a desinfecção das áreas que serão ocupadas, bem como com os materiais que serão utilizados.

Estamos prontos para oferecer todo o apoio necessário, particularmente de hospedagem, transporte e alimentação, para que a operação ocorra conforme o planejado e para que os militares possam prestar o melhor atendimento à população indígena da nossa região”, ressaltou o Comandante do 24º BIS, Coronel Luciano Freitas e Sousa Filho.

Para entrar nas terras indígenas, todos os integrantes da missão precisaram apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo, sendo que, a partir do momento da coleta, passaram a ficar em quarentena.

Além disso, antes do embarque, nos locais de origem, foram realizados testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e uma inspeção sanitária para comprovar a ausência de sinais e sintomas que pudessem sugerir a Covid-19.

“Seguimos os protocolos condicionantes para o embarque dos integrantes da missão. Todas as medidas foram tomadas para protegermos a população indígena que será assistida.

Além disso, também temos uma grande preocupação com a integridade de nossos militares, preconizando o uso de EPI e ressaltando todos os cuidados necessários para a segurança e o sucesso da atividade”, disse o Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, coordenador da missão.

A Tenente da Marinha Ana Claudia de Carvalho Bragança, ginecologista do Hospital Naval de Natal, integrante da operação, tem uma filha de um ano e espera poder cumprir a sua missão, ajudando aqueles que necessitam, neste momento de pandemia, da melhor forma possível.

“Estou tranquila e confiante de que dará tudo certo! Estou amamentando, sou mãe, mas também sou militar e médica e o dever me chama”, disse.

Também na missão, o Capitão da Força Aérea Rodrigo Albuquerque Leitão, clínico, gastroenterologista e Chefe da Seção Operacional do Hospital de Aeronáutica de Recife ressalta a importância da ação, principalmente nesta época em que a soma de esforços é fundamental para a mitigação da Covid-19.

“A expectativa é a melhor possível, por se tratar de uma missão peculiar e de suma importância. O indígena, assim como o sulista e o nordestino, é um brasileiro. Todos nos vestimos de verde e amarelo. Enquanto houver um brasileiro precisando de apoio, nós, integrantes das Forças Armadas estaremos à disposição e prontos para dar a nossa contribuição! Força, fé e honra, isso é o que nos move.”, disse o Capitão.
Missão Maranhão

A Missão Maranhão foi deflagrada no dia 14 de setembro, quando teve início a sua primeira fase, com o intuito de intensificar o atendimento de saúde nas aldeias do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Maranhão. Este DSEI concentra a sétima maior população indígena do País, conforme dados do Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena - SIASI, com mais de 37 mil pessoas, distribuídas em 629 aldeias, localizadas em 22 municípios.

Dividida em três fases, a missão terá a duração de 21 dias de intenso trabalho envolvendo equipes das Forças Armadas e dos Ministérios da Saúde e da Justiça, além dos profissionais do DSEI Maranhão, que mapearam todos os Polos Base e identificaram, previamente, quais as necessidades de cada aldeia, estabelecendo um cronograma e prioridades de ações.

Para abastecer a missão, estão sendo levados cerca de 60 mil itens de medicamentos e 32 mil equipamentos e testes para a COVID-19. A previsão é de que, até 4 de outubro, data final da operação, sejam beneficiados mais de 33 mil indígenas.

Segundo o Secretário Especial de Saúde Indígena, Robson Santos da Silva, além da urgência de levar insumos para o tratamento da COVID-19, com a logística e o apoio de profissionais das Forças Armadas será possível complementar o atendimento de saúde básica ofertado pelo DSEI.

“Vai ser uma oportunidade importante frente não só a essa pandemia, mas também a outras necessidades que o DSEI Maranhão possui. Estaremos lá fazendo busca ativa, realizando testes e levando atendimento especializado”, explicou o Secretário.

A ação interministerial no estado do Maranhão é a 15ª missão voltada para apoiar a população indígena no contexto da operação Covid -19.

OUTRAS MÍDIAS


FOLHA DE BARBACENA - FAB realiza Campanha de Doação de Sangue. Mobilização aconteceu também em Barbacena


Por Agência Qu4tro | Publicada em 22/09/2020 10:48

A Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA) divulgou no último sábado (19/09), o balanço de mais uma fase da Campanha Permanente de Doação de Sangue com o lema "Você era a gota que faltava. Doe sangue. Doe Vida!". No período de 09 a 18 de setembro foram doadas 948 bolsas de sangue além de 101 cadastros feitos pelos militares no banco de dados da Rede Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).

Este ciclo de doações ocorreu, especialmente, em reverência à Semana da Pátria, tendo sido realizada pela DIRSA, sob orientação do Comando-Geral do Pessoal (COMGEP).

Participaram da ação Organizações Militares da FAB de vários estados. As mobilizações aconteceram em Barbacena e outras cidades do país como Alcântara (MA), Anápolis (GO), Belém (PA), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Guaratinguetá (SP), Lagoa Santa (MG), Manaus (AM), Natal (RN), Pirassununga (SP), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP).

Segundo o Diretor da DIRSA, Major-Brigadeiro Médico José Luiz Ribeiro Miguel, a campanha é de suma importância para estimular a doação regular de sangue. “As Organizações de Saúde da FAB estimulam, permanentemente, a doação de sangue por parte do seu efetivo de civis e militares. Assim, reforçamos o sentimento de solidariedade e a importância da doação de sangue neste período de pandemia", reforçou o Oficial-General.

A doação de sangue é um gesto simples, porém, com significado especial por contribuir com a manutenção dos estoques dos hemocentros, fundamentais para a saúde pública. Por isso, o Comando da Aeronáutica continua empenhado em colaborar com ações de solidariedade dessa natureza.

FAB solidária

Diante do atual cenário de combate ao novo Coronavírus, e em razão das necessidades constantes de abastecimento dos hemocentros de todo o Brasil, a Força Aérea incentiva o efetivo para que faça sua parte como doadores. Desde 2017, a FAB promove a campanha “Você era a gota que faltava. Doe Sangue. Doe Vida!”.

CAVOK - FAB: Futuros pilotos de caça da FAB participam de treinamento de tiro aéreo


Por Diego Alves | Publicada em 22/09/2020 15:00

O Segundo Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (2°/5° GAV) – Esquadrão Joker iniciou, no dia 10 de setembro, a campanha de emprego ar-ar do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA) de 2020.

Durante três semanas, os futuros pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) aprenderão as técnicas para emprego da aeronave A-29 Super Tucano contra alvos aéreos. Na oportunidade, a Unidade Aérea realizará a manutenção operacional dos seus instrutores.

A campanha ocorre a partir da sede do 2°/5° GAV, localizada na Ala 10, em Parnamirim (RN). Após a decolagem, a formação com quatro aeronaves equipadas com metralhadoras calibre .50 tem à disposição um espaço aéreo restrito sobre o mar, o que permite o emprego real do armamento sem interferir em regiões habitadas no solo.

“A fase de tiro aéreo exige mais preparo e dedicação dos alunos, pois, ao mesmo tempo em que se busca conseguir bons resultados nos tiros, o piloto deve estar com boa consciência situacional para manter-se adequado no circuito com as outras aeronaves”, explicou um dos estagiários do CEO-CA. Segundo ele, o bom desempenho só é possível com muito preparo antes do voo e dedicação dos instrutores em mostrar todos os detalhes da missão.

Para o Comandante do 2°/5° GAV, Tenente-Coronel Aviador José de Almeida Pimentel Neto, a fase de emprego ar-ar é uma das quais os pilotos em formação mais apresentam uma evolução na sua experiência operacional. “Uma vez que não estão empregando armamento em um alvo estático no solo, mas em um alvo que está em movimento, o que demanda elevado grau de percepção espacial, precisão, concentração e controle emocional, sendo, portanto, uma das que melhor representa a essência da Aviação de Caça”, disse.

Ainda segundo o Comandante do 2°/5° GAV, com o treinamento técnico de tiro aéreo, os estagiários terão adquirido habilidades necessárias para realizar ações de Força Aérea, como Defesa Aérea, Escolta e Varredura. “É essencial uma proficiência nessa fase, uma vez que, em breve, esses pilotos estarão posicionados estrategicamente nas fronteiras do País podendo empregar suas aeronaves contra tráfegos aéreos que contrariem os interesses nacionais”, finalizou.

O alvo aéreo

Para a realização da missão, uma quinta aeronave decola equipada com um casulo de alvo aéreo rebocável. Nele, a “biruta” (como é chamado o alvo aéreo pelos pilotos) de nove metros de comprimento por 1,8 metro de altura pode ser liberada de maneira segura com a aeronave já em voo. Após a soltura, a biruta fica presa por um cabo de pouco mais de 300 metros de comprimento.

As munições da metralhadora calibre .50 são pintadas (com cores azul, verde, amarela e vermelha) e, ao atingirem o alvo, deixam nele a marcação com a respectiva cor. Após o pouso da aeronave reboque, os pilotos podem conferir os seus acertos e analisar seu desempenho. A conferência da biruta após o tiro aéreo é um dos momentos mais tradicionais na Aviação de Caça.