NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


MINISTÉRIO DA DEFESA


Atuação no combate a incêndio no Pantanal abrange o Estado de Mato Grosso


Tenente Cunha, Com Tenente Juliana | Publicada em 08/08/2020

Há duas semanas, as Forças Armadas somam esforços nas ações desencadeadas pela Operação Pantanal, deflagrada pelo Ministério da Defesa para combate aos focos de incêndio no Bioma Pantanal. As atividades, que inicialmente estavam concentradas em Mato Grosso do Sul, foram estendidas ao vizinho Mato Grosso.

O lançamento da Operação Pantanal, no Estado de Mato Grosso, ocorreu na sexta-feira (07), no aeródromo do SESC Pantanal, em Poconé. A solenidade reuniu representantes das instituições envolvidas no combate às queimadas: Marinha, Exército, Aeronáutica, Governo do Estado de Mato Grosso, Corpo de Bombeiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, além do Sesc Pantanal e de proprietários rurais da região.

Em Mato Grosso, onde hoje estão concentrados os pontos de queimadas mais críticos, estão sendo empregados o Super Cougar (UH-15) da Marinha, o Black Hawk (UH-60) e o Amazonas (C-105) da Aeronáutica. Ainda são utilizados dois aviões Air Tractor do Corpo de Bombeiros para voos de reconhecimento, lançamento de água e transporte de brigadistas, fuzileiros navais e bombeiros militares. As ações contam, ainda, com o apoio de maquinário, caminhões pipa, entre outros meios terrestres.

Operação Pantanal
As Forças Armadas atuam, desde o dia 25 de julho, no combate a incêndio no Pantanal sul-mato-grossense. O Ministério da Defesa atende à solicitação recebida em 24 de julho, do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que decretou também estado de emergência.

Para a execução da operação, a Defesa estabeleceu um Centro de Coordenação no Comando do 6º Distrito Naval, no município de Ladário, Mato Grosso do Sul. Participam da operação helicópteros da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de brigadistas, conforme as necessidades.

Delitos ambientais
O Comando Conjunto Amazônia prossegue com ações de inspeção naval em diversos rios, abrangendo várias localidades dos Estados do Amazônia, do Acre e de Rondônia, empregando meios do Comando do 9º Distrito Naval, como o Navio-Patrulha Fluvial “Rondônia”, e meios das capitanias/agências. Como resultado, foram inspecionadas 86 embarcações, sendo que oito foram autuadas e três apreendidas.

No Comando Conjunto Norte, o 52º Batalhão de Infantaria de Selva combateu mais dois focos de incêndio na região da Serra Sul – Corpo A – Flona Carajás, na localidade de Canaã dos Carajás, Pará. Foram realizadas ações de inspeção naval em diversos rios, abrangendo várias localidades dos Estados do Amapá, do Pará e do Maranhão, empregando meios do Comando do 4º Distrito Naval (capitanias e agências). Na atividade, foram fiscalizadas 40 embarcações, dez delas notificadas e quatro apreendidas.

Resultados
Desde a deflagração da Operação Verde Brasil 2, em 11 de maio, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram 18,7 mil inspeções navais, terrestres, vistorias e revistas em embarcações, das quais 431 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas, foram retidos 177 veículos por irregularidades. Volume superior a 28 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foram confiscados, bem como foram apreendidas 553 máquinas de serraria móvel, tratores, maquinário de mineração, balsas, dragas e acessórios. Até o momento, mais de R$ 407,2 milhões foram aplicados em multas e termos de infração.

Operação Verde Brasil 2
A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), conselho regulado pela Vice-Presidência da República em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020. Em 09 de julho, a GLO foi renovada até 6 de novembro, por meio do decreto presidencial 10.421.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Norte (CCjN), Comando Conjunto Amazônia (CCjA) e Comando Conjunto Oeste (CCjO). O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da FAB, dá suporte às ações aéreas, em caráter permanente. Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir da capital federal. Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

PORTAL METROPÓLES (DF)


O Brasil que não parou: Pilotos

Para evitar o fantasma do desabastecimento, os transportadores de carga seguiram trabalhando durante a pandemia levando mercadorias (sobre rodas, pelas águas, sob asas e pelos trilhos) por todo o país. Mais demanda para salvar vidas

Raphael Veleda | Publicada em 09/08/2020 05:30

Uma das baixas mais expressivas na frequência de viagens do setor de transportes foi no modal aéreo. Com o país fechado e tendo em vista a interrupção da circulação de passageiros – uma das principais formas de conter o contágio pelo coronavírus –, as empresas desse ramo tiveram em julho, em relação ao mesmo período de 2019, retração acima de 75% pelo segundo mês seguido.

Com os aviões comerciais parados nos pátios, por falta de passageiros, aumentou a demanda pela participação da Força Aérea Brasileira (FAB) no trabalho de transporte de órgãos para transplantes em todo o país.

Por força do Decreto nº 9.175, de outubro de 2017, a instituição mantém, permanentemente disponível, pelo menos uma aeronave exclusiva para esse fim. O 6º Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA), que funciona na Base Aérea de Brasília, deixa quatro aeronaves sempre prontas para responder aos chamados da Central Nacional de Transplantes, ligada ao Ministério da Saúde. Os militares usam diferentes modelos nessas operações: o jato, para chegar mais rapidamente, e o turbo-hélice, a fim de alcançar pistas de pouso curtas.

Este ano, até 22 de julho, a FAB havia realizado 111 missões e carregado 147 órgãos. Em 2019, foram 163 missões e 167 órgãos ou tecidos transportados.

A capitã Bruna Nascentes Teles comandou, apenas em 2020, três voos escalados para essa finalidade. Há 11 anos, a militar desafia a realidade majoritariamente masculina da profissão e pilota aviões complexos.

“Adaptamos o protocolo de Covid-19 para não atrapalhar o tempo de resposta aos chamados”, frisa a capitã Bruna Teles

Ao receber a reportagem no pátio da Base Aérea, guardando distância e usando máscara, a capitã contou que é impossível não se envolver de maneira além da profissional com as histórias. Trata-se da única entrevista presencial de uma apuração em tempos de pandemia.

“Este ano, participei de uma missão que levou um coração até Dourados (MS). Depois, tivemos a oportunidade de entrar em contato com a equipe médica e recebemos a notícia de que o transplante deu certo”, comemora.

“É muito gratificante poder fazer esse trabalho e salvar vidas”, diz Bruna Nascentes Teles, pilota

Ela conta que novas medidas de segurança precisaram ser adotadas no sentido de evitar o contágio pela Covid-19, incluindo chegar mais cedo ao trabalho para higienizar as aeronaves. “A gente adaptou o protocolo a fim de não atrapalhar o tempo de resposta aos chamados. Isso é o mais importante”, frisa a capitã.

“A nossa profissão, além de extremamente importante, é gratificante”, assinala o tenente Guilherme Freitas

Na Força Aérea Brasileira também há 11 anos, o 1º tenente Tales Guilherme de Freitas acredita que, além do transporte de órgãos, a instituição tem atuado em outras frentes importantes no combate à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

“Recentemente, tive o privilégio de realizar uma missão de transporte de equipamentos médicos, de Brasília até Belém”, relata o tenente, orgulhoso. “A nossa profissão, além de extremamente importante, é gratificante”, assinala.

“É voo da vida. A gente leva esperança. É muito gratificante e vale a pena todo o esforço”, ressalta o tenente-coronel Chistiano Pereira Haag

Também fugindo do tom mais sisudo do ambiente militar, o comandante do 6º ETA, tenente-coronel Chistiano Pereira Haag (que orgulhosamente se apresenta como primeiro oficial da FAB nascido em Brasília), classifica a oportunidade de transportar órgãos e insumos médicos como “uma honra”.

“É voo da vida. A gente leva esperança. É muito gratificante e vale a pena todo o esforço”, ressalta.

OUTRAS MÍDIAS


Esquadrão Harpia atua nas aldeias indígenas em apoio à Operação COVID-19


Da Redação | Publicada em 08/08/2020

O Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) – Esquadrão Harpia, sediado na Ala 8, em Manaus (AM), atuou juntamente com a Equipe de Expedicionários da Saúde, em uma missão de apoio à Operação COVID-19. A ação aconteceu no mês de julho, no interior do Amazonas, onde foram transportados suprimentos e EPIs, além de prestadas orientações às comunidades indígenas. As missões foram coordenadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), junto ao Centro de Operações Conjuntas (COC) do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde

As tripulações, a bordo da aeronave H-60 Black Hawk, atuaram em sete aldeias de quatro diferentes etnias indígenas, sendo elas: Marubo, Matis, Kanamary e Tsohom Djapá. Ao todo, foram transportadas mais de seis toneladas de cargas, desde equipamentos básicos de proteção individual (máscaras e álcool em gel) até geradores e cilindros de oxigênio com a finalidade de proporcionar a devida proteção à população indígena local contra o novo Coronavírus

A equipe técnica levada pelo Esquadrão faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena do Vale do Javari (DSEI-VJ) e ficou responsável por ensinar os indígenas como utilizar os EPIs, identificar os primeiros sintomas e também agir para atenuar a proliferação da doença. Toda a logística teve como ponto estratégico as regiões de Tabatinga (AM) e de Cruzeiro do Sul (AC). O Comandante do Esquadrão Harpia, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Ell Pereira, ressaltou a relevância da missão. “Nossa operação tem um elevado grau de importância, pois podemos contribuir para a integração do território nacional, bem como auxiliar essas comunidades mais isoladas no combate à COVID-19”, disse.

A Tenente Aviadora Mariana de Bustamante Fontes, que atua no Esquadrão Harpia, comentou a satisfação em cumprir a missão. “Pertencer a um Esquadrão que utiliza sua versatilidade em prol das nossas comunidades nativas é muito gratificante”, salienta. Já a Sargento Nayla Giordany de Souza Almeida, tripulante do H-60, descreve o significado de fazer parte da Operação. “É algo indescritível que me estimula cada vez mais a querer sempre ajudar o próximo em nome da Força Aérea”, finaliza.