NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

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REVISTA AERO MAGAZINE


FAB realiza treinamento de resgate e içamento em alto mar

Exercício preparou pilotos, tripulantes e militares de resgate para missões de salvamento na água

Edmundo Ubiratan | Publicada em 30/10/2020 18:00

A Força Aérea Brasileira realizou um exercício de resgate em alto mar, visando atender missões que envolvam emergências com embarcações e preparar os militares para o resgate do tipo kapoff (duplo molhado) e do tipo convés (duplo seco e maca).  

A manobra ocorreu em Florianópolis e Navegantes, em Santa Catarina, entre os dias 5 e 22 de outubro, onde o Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAv) – Esquadrão Pantera, realizou treinamento de içamento no mar.

Para o treinamento a Marinha do Brasil cedeu um de seus navios, permitindo a simulação de uma emergência em convés no alto mar, enquanto as aeronaves do 5º/8º GAv ficaram estacionadas na base aérea de Florianópolis (BAFL).

De acordo com a FAB, o treinamento foi dividido em duas linhas de ação. Na primeira etapa, na Baía Sul da Ilha de Santa Catarina, aconteceram as simulações de vítima no mar. Os helicópteros pairaram sobre a vítima e o resgate ocorria com o envio de um militar do grupo de socorro para a água, através do guincho. Considerando que a pessoa a ser resgatada não tinha uma lesão visível na coluna, ela era retirada do mar pelo método duplo molhado, que consiste no militar de resgate passar uma alça de içamento sob os ombros da vítima e trazê-la a bordo da aeronave.

Já considerando uma situação de possível fratura na coluna cervical da vítima, a segunda etapa do treinamento consistiu em um içamento através de uma maca específica para resgates no mar, no içamento tipo convés.

O Navio-balizador da Marinha do Brasil, Faroleiro Mario Seixas, a simulação da vítima ocorria com o içamento através da parte mais acessível do navio, tanto pelo duplo seco (não há contato com a água nesse tipo de resgate), quanto pela maca, considerando o estado clínico da vítima.

“A manobra desse ano representou um excelente treinamento de mobilidade e presteza para o cumprimento das missões de força aérea em alto mar, confiadas ao 5º/8º GAv, pelos comandos superiores. Os voos foram complexos e exigiram muito engajamento de nossas tripulações. Apesar disso, voltamos pra Ala 4 satisfeitos e com a certeza do dever cumprido”, afirmou o Comandante do Esquadrão Pantera, tenente-coronel aviador Fernando Fernandes de Castro.

 

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Forças Armadas intensificam combate a crimes transfronteiriços e ambientais na fronteira com a Guiana Francesa


Tenente Antonio Gonçalves | Publicada em 31/10/2020 22:27

Oiapoque (AP), 31/10/2020 – O Comando Conjunto Ágata Norte realizou neste sábado (31) ação de fiscalização em Oiapoque (AP), limite do Amapá com a Guiana Francesa. Integram este Comando o 4º Distrito Naval, o Comando Militar do Norte e Ala 9 (Base Aérea de Belém). A ação ocorreu no contexto da Operação Ágata Norte 2020, de combate a delitos transfronteiriços e ambientais na fronteira da Amazônia Oriental.

De acordo com o General de Brigada Adilson Giovani Quint, Comandante da 22ª Brigada de Infantaria de Selva, as ações reforçam a presença do Estado nas regiões de fronteira e o apresentam o poder dissuasório das Forças Armadas. “Os desafios de se operar em uma região como essa são imensos, mas as Forças Armadas estão presentes e atuantes, em ações permanentes, por meio de Agências da Marinha do Brasil, Batalhões de Selva do Exército Brasileiro e Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira, como também em operações integradas como a Ágata Norte”, disse o Oficial-General.

Na faixa de fronteira com a Guiana Francesa, as ações na Ágata Norte ocorrem mediante postos de controle e interdição fluvial, postos de controle e bloqueio de estradas e patrulhas terrestres.

Além de inspeções e patrulhas navais, os militares executam policiamento do espaço aéreo, apoio logístico e ações comunitárias de assistência. Até o momento, essas atividades resultaram na apreensão de armas e munições, madeira ilegal, animais silvestres, ouro e manganês e entorpecentes.

Para o Soldado Tiago Forte, indígena da etnia Karipuna, que serve na Companhia Especial de Fronteira de Clevelândia do Norte (AP), participar desta operação é extremamente importante e motivo de orgulho. “Para nós, militares de origem indígena no Exército Brasileiro é muito gratificante participar de ações que garantam a proteção da floresta, das fronteiras e da população”, ressaltou. O Soldado é um dos responsáveis pelas patrulhas realizadas no Rio Oiapoque.

Operação Ágata Norte 2020
As Forças Armadas, em conjunto com órgãos estaduais e federais e agências de segurança pública e ambientais, realizam, nos meses de outubro e novembro, ações preventivas e repressivas contra delitos transfronteiriços e ambientais, de descontaminação e de assistência hospitalar nos estados do Pará e Amapá, como parte da Operação Ágata Norte 2020. Em proveito das atividades, militares conscientizam a sociedade sobre medidas de combate à COVID-19, além de complementarem as ações realizadas no contexto da Operação Verde Brasil 2.

A Operação Ágata Norte 2020 conta com a participação de 4.352 militares das Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), bem como de mais de 70 meios navais, 100 meios terrestres e 14 meios aéreos.

Os militares desenvolvem ações em uma área compreendida entre os estados do Pará e Amapá, equivalente a 16,3% do território nacional, a 14,2% da área marítima, 1.160 quilômetros de litoral (15,7% do total) e 1.323 km de fronteira terrestre (8,4% do total).

Além das Forças Armadas, participam da Ágata Norte 2020 os seguintes órgãos: Polícia Federal (PF), Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF), Receita Federal (RF), Agência Nacional de Mineração (ANM), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Civil do Amapá, Polícia Militar do Amapá, Empresa Brasileira de Estrutura Aeroportuária (Infraero), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério Público do Trabalho de Santarém (PA) e Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN-AP).

Forças Armadas concluem exercício Conjunto Escudo Antiaéreo


Por Viviane Oliveira | Publicada em 31/10/2020 15:20

Brasília (DF), 31/10/2020 – Encerrou neste sábado (31) a Operação de Adestramento Conjunto Escudo Antiaéreo 2020. O exercício de treinamento do sistema de defesa antiaérea contra aeronaves consideradas inimigas começou na última segunda-feira (26).

Mais de 500 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estiveram envolvidos na execução operacional do exercício. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em Brasília (DF), foi responsável por acompanhar a evolução do treinamento das Unidades de Defesa Antiaérea do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

Para a fiel execução do exercício, a Força Aérea Brasileira atuou como unidade inimiga atacando as zonas sensíveis a serem protegidas. Os grupos ostensivos foram alocados na Ala 2, em Anápolis, Goiás e na Ala 12, em Santa Cruz, Rio de Janeiro. Enquanto as unidades de defesa foram instaladas foram instaladas em Cristalina (GO), Ipameri (GO), Uberlândia (GO), Macaé (RJ), São João da Barra (RJ) e na base náutica Corveta Barroso, da Marinha.

O diretor do exercício, Major Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich afirmou que a decisão por concentrar a operação em dois pontos permitiu uma defesa mais intensificada, reduzindo fragilidades.
“Empregamos tudo que a Força Aérea, que a Marinha e o Exército têm justamente para fazermos uma defesa bastante densa, porque isso exige mais coordenação. É isso que queríamos e conseguimos provocar neste ano”, disse o Brigadeiro Mangrich.

Progressão para operações de médio alcance
Em paralelo ao exercício foram executadas simulações de defesa de médio alcance. O sistema mais abrangente é um projeto em análise do COMAE. A sua implantação irá permitir o avanço da capacidade de cobertura aérea de cerca de 7km para até 40 km e de 10 mil pés para até 50 mil pés.

O ponto de simulação de defesa escolhido foi a região do Distrito Federal. O estudo busca identificar quais características serão indispensáveis nas futuras aquisições a fim de garantir a melhor defesa antiaérea de instalações, áreas e das próprias Forças.

Fotos: Coter Exército Brasileiro e Alexandre Manfrim (Ascom)

OUTRAS MÍDIAS


CAVOK - VÍDEO: A capacidade de reabastecimento aéreo do C-390 Millennium da Embraer


Fernando Valduga | Publicada em 31/10/2020 12:29

Entre as várias capacidades do C-390 Millennium da Embraer, está a possibilidade de reabastecer outras aeronaves em voo. Saiba mais sobre o cargueiro do novo milênio e uma de suas principais características no vídeo a seguir.

A aeronave de transporte da nova geração C-390 Millennium tem a capacidade de realizar missões de reabastecimento em voo em alta velocidade, em altitudes de até 32.000 pés e velocidade de 300 nós.

Em 2009, a Força Aérea Brasileira (FAB) contratou a Embraer para projetar, desenvolver e fabricar a aeronave C-390 Millennium como uma substituição para sua frota C-130 envelhecida. As entregas para a FAB começaram em setembro de 2019. O C-390, recentemente encomendado pelo Governo Português, é uma aeronave de transporte multi-missão de nova geração que oferece mobilidade incomparável, reconfiguração rápida, alta disponibilidade e segurança de voo aprimorada, tudo em um plataforma única e exclusiva.

A aeronave pode realizar uma variedade de missões, como transporte de carga e tropa, lançamento de carga e paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e resgate, combate aéreo a incêndios, evacuação médica e missões humanitárias.